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Venezuela doa 18 Mirage-50 para o Equador!

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A força aérea da Venezuela está a considerar a possibilidade de doar os seus caças Mirage-50, conforme afirmou a imprensa local. A Venezuela adquiriu à França um total de 18 caça-bombardeiros deste tipo à França.
Tratou-se de aeronaves Mirage-5 que foram modernizadas para o padrão Mirge-50EV. Pelo menos três dessas aeronaves foram adquiridas em segunda mão e convertidas para o mesmo padrão antes da entrega. Pelo menos 14 destas aeronaves poderão estar operacionais.

Não se sabe exactamente quantas destas aeronaves poderão ser repassadas à força aérea equatoriana, pois isso depende da capacidade do Equador para operar as aeronaves.
O Mirage-50 é uma versão modernizada/adaptada do Mirage-5 que inicialmente era um caça-bombardeiro sem radar destinado a operações de ataque e apenas armado com mísseis de curto alcance e canhões.

A força aérea do Equador possui sete aeronaves Kfir, (também derivadas do Mirage) para ataque ao solo, além de quase 30 antiquados bombardeiros leves entre A-37B «Dragonfly» e BAC-167 «Strikemaster» adequados para ataque ao solo mas completamente obsoletos.
Recentemente também foi anunciada a venda de 14 Mirage-50 da Força Aérea do Chile para o Equador, quatro dos quais seriam utilizados para peças de reposição.

O Equador ficaria assim equipado com 14 aeronaves Mirage-F1 mais modernas e com cerca de duas dezenas de Mirage-50 mais antigos e dedicados ao ataque ao solo. A operação dos caças Mirage é bastante cara, mas com um número de aeronaves de reserva para «canibalizar», o Equador poderá tornar menos difícil e complexa a manutenção da operacionalidade da força.

As necessidades da força aérea equatoriana estão relacionadas com a crise diplomática que opôs este país à Colômbia após aeronaves colombianas terem atacado bases do movimento narco terrorista FARC. A possibilidade de bases do exército e da Força Aérea da Colômbia serem utilizadas por militares norte-americanos deixaram ainda mais nervosos os líderes de alguns regimes sul-americanos.

O Equador também esteve envolvido com o seu vizinho do sul, o Peru, na chamada «Guerra do Cenepa» um conflito que resultou num empate entre os dois lados, embora a força aérea do Equador tenha demonstrado ser superior.

Exército do Equador adquire segundo lote de utilitários Agrale Marruá AM20!

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A Agrale, única fabricante de veículos de capital 100% nacional, fez a entrega, no final de agosto, de um novo lote de 12 unidades do Agrale Marruá para o Exército do Equador. Os veículos, do modelo AM20, serão utilizados pelas forças armadas daquele país. Esta é a segunda aquisição de utilitários da marca que o exército equatoriano realiza em menos de seis meses.

Desenvolvido no Brasil para atender às Forças Armadas nacionais, o Agrale Marruá tem sido vendido para exércitos de outros países, devido à sua versatilidade, robustez e baixo custo operacional. No início deste ano, a Agrale entregou outras 18 unidades do Marruá para o Exército do Equador, do modelo AM10-Rec.

Os Agrale Marruá AM20, vendidos para o Equador, são veículos de transporte de carga ou tropa. Equipados com banco auxiliares que permitem transportar até 8 passageiros na carroceria e 2 ocupantes na cabina. Possuem motorização diesel de 132 cv (Euro II), e PBT de 3.500 kg, com capacidade de carga de 750 kg, mais reboque militar de 750 kg, em qualquer terreno. Os modelos apresentam elevada robustez, velocidade máxima de 128 km/h (com velocidade mínima controlada de 4 km/h), fácil manutenção e autonomia de combustível de 900 km.

Produzido pela montadora na cidade de Caxias do Sul (RS), de acordo com as especificações das Forças Armadas, o Agrale Marruá conta com 100% de componentes nacionais. A Agrale também comercializa os Marruá desenvolvidos para uso civil em serviços severos como na mineração, manutenção de redes elétrica, serviços públicos e reflorestamento, entre outros.

Rússia e Equador fazem acordo de cooperação de energia nuclear!

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A corporação estatal russa Rosatom e do Ministério da Eletricidade e Energia Renovável do Equador assinaram um memorando de cooperação no sector da energia nuclear, anunciou hoje um porta-voz da empresa russa.

Os dois países pretendem cooperar em exploração geológica ea lavra das jazidas de urânio na concepção e construção de reatores para a geração de energia e pesquisa no ciclo do combustível nuclear e para melhorar o ordenamento jurídico do Equador no sector energia atômica.


Rosatom preparou o projecto de acordo intergovernamental de cooperação com o Equador, no sector da energia nuclear. O documento prevê a possibilidade de cooperação em investigação fundamental e aplicada, a produção de isótopos, a criação de infra-estrutura para o setor de energia nuclear e à formação de especialistas. Finalmente, há a possibilidade de implementação de projetos conjuntos para a construção de instalações nucleares.

Brasil convoca EUA na Unasul para explicar pacto militar com Colômbia!

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O Brasil defendeu nesta segunda-feira a convocação dos EUA para dialogar sobre o novo pacto que aumentará a presença militar norte-americana na Colômbia. O pedido foi feito durante uma cúpula de presidentes sul-americanos, celebrado em Quito.

No encontro, o presidente equatoriano, Rafael Correa, propôs realizar uma reunião extraordinária entre os líderes da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) em Buenos Aires, para debater o acordo militar.

Caso haja a reunião entre os chefes de Estado, Obama será convidado, disse Lula.

"Propus que, em uma reunião dos presidentes da Unasul, a gente convocasse o presidente Obama para que ele viesse discutir conosco qual é a política americana para a América do Sul e para a América Latina. Todo mundo aceitou essa ideia", disse Lula a jornalistas após o encontro.

"Nós fizemos questão de dizer ao presidente Uribe (da Colômbia, que não participou do encontro) que (a questão das bases) nos preocupa", completou Lula. "A América do Sul tem que ter uma chance de cuidar de seus próprios problemas sem precisar de ingerências externas".

Apesar das declarações e da pressão de Venezuela, Bolívia e Equador, os presidentes da Unasul evitaram condenar abertamente o acordo militar na declaração final da cúpula. O pacto, segundo os Estados Unidos, tem o objetivo somente de lutar contra o narcotráfico.

A Unasul é composta por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

O acordo militar entre Colômbia e EUA irritou muitos países sul-americanos. Enquanto que os governos de esquerda de Venezuela, Bolívia e Equador o condenaram fortemente, outras nações moderadas, como o Brasil, mostraram o incômodo de uma forma mais diplomática.

"Agora, com esses reforços ianques, os defensores da guerra em território colombiano vão se sentir mais bonitos e apoiados; e isso pode gerar uma guerra, inclusive na América do Sul", disse o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Lula amenizou: "Não é possível imaginar, no século 21, qualquer guerra na América do Sul ou na América Latina".

"Ainda há muita mágoa entre Equador e Colômbia, entre Venezuela e Colômbia. E eu acho que isso só vai ser resolvido em uma mesa em que as pessoas digam a verdade", completou.

O equatoriano Correa propôs Buenos Aires como sede da próxima cúpula, depois que Alvaro Uribe, da Colômbia, ter se negado a participar da reunião de Quito por considerar o Equador como território hostil.

Os dois países não têm relações diplomáticas desde o ano passado, depois que o Exército colombiano bombardeou uma base militar das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano.

O pedido de Lula de convocar os EUA foi respaldado imediatamente pela presidente da Argentina, Cristina Fernández, e pelo mandatário boliviano, Evo Morales.

O conflito causado pelo acordo é o mais recente capítulo de uma crise política regional que afeta a América Latina nos últimos anos, protagonizada por uma divisão entre os aliados dos Estados Unidos e seus opositores na região.

Para evitar enfrentamentos, o presidente colombiano, Alvaro Uribe, decidiu não participar da cúpula da Unasul, assim como o líder peruano, Alan García, um aliado próximo de Washington.

Na semana passada, Uribe viajou pela região para explicar o pacto militar e conseguiu que Chile, Peru e Paraguai defendessem seu direito soberano a fazer acordos.

O Brasil também defendeu a soberania, mas pediu a Bogotá mais transparência e pediu que o acordo seja discutido pela região.

Equador, Bolívia e Venezuela criticaram a aliança e uniram forças para conseguir uma sanção diplomática para a Colômbia.

No encontro dos presidentes, Correa, que tomará posse nesta segunda-feira para um novo mandato, receberá da presidente chilena, Michelle Bachelet, a presidência temporária da Unasul, criada em maio de 2008 como um órgão político para unir a região.

A Colômbia disse na semana passada que o organismo poderia morrer nas mãos do Equador.

Fonte:G1

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