COLEÇÃO ARMAS DE GUERRA

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Olá pessoal! Hoje deixo esta postagem de recomendação.
A coleção "Armas de Guerra" é mais uma coleção da editora "Abril" feita especialmente para você apaixonado por história militar.

Nessa nova coleção você vai encontrar 20 volumes com 2.900 fichas técnicas em ordem alfabética e índice para pesquisa com detalhes de navios, aviões, tanques, artilharia, munições, uniformes da segunda guerra mundial (1939-1945).


Livro totalmente ilustrado com ótima qualidade do encarte bem como dos fatos relatados, assim como todas as outras coleções da editora "Abril" que todos nós amantes de história militar sabemos.

Abaixo deixo o link do site da coleção para que você possa obter mais informações.

http://www.colecaoarmas.com.br/

Helicóptero da FAB faz pouso de emergência em MS

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Um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) fez um pouso de emergência no estacionamento do Hospital Regional de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, na tarde desta sexta-feira. Os cinco tripulantes da aeronave tiveram ferimentos leves e passam bem.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu por volta das 14h30, e o helicóptero atingiu dois carros estacionados no local. Não havia ninguém dentro dos veículos no momento do pouso.

Segundo o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, os militares seguiam de Campo Grande para o interior do Estado, onde entregariam soro antiofídico para uma mulher que foi picada por uma cobra. Após o acidente, uma outra equipe levou o antídoto. A Aeronáutica já está investigando as causas do pouso emergencial.

General dos EUA vê sinais de progressos no Afeganistão

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O principal comandante dos EUA e da Otan no Afeganistão, general Stanley McChrystal, disse na quinta-feira que a situação de segurança no país continua séria, mas não tem piorado mais - o que representa uma avaliação mais otimista do que de outros militares e chefes de inteligência.

Em meados do ano passado, McChrystal e outros comandantes fizeram alertas sombrios sobre o futuro do Afeganistão, levando o presidente dos EUA, Barack Obama, a determinar o envio de 30 mil soldados adicionais para confrontarem o Taliban.

"Acredito que a situação no Afeganistão é séria", disse o general a jornalistas em Istambul, onde participa de uma reunião de ministros da Defesa da Otan. "Eu não digo agora que acho que esteja se deteriorando. Acho e disse isso no verão (no hemisfério norte) passado, e acreditava que fosse correto. Agora sinto diferente."

"Não estou preparado para dizer que viramos a curva", ressalvou. "Mas (...) acho que fizemos um progresso significativo em estabelecer as condições em 2009, e (...) vamos fazer um verdadeiro progresso em 2010", acrescentou ele.

Até agora, chegaram ao Afeganistão 4.500 dos reforços ordenados por Obama, que se juntam a quase 70 mil soldados dos EUA que já estavam no país. O Pentágono prevê que o contingente chegará a 98 mil até o final de setembro.

Outros países da Otan e aliados dos EUA têm cerca de 45 mil soldados no Afeganistão, com promessas de enviar milhares de outros.



Opnião do blog.

Engraçado, que EUA já estão lá a um bom tempo, vimos um pequeno sinal de "evolução? Isso é uma verdadeira ladainha típica AMERICANA, assim como no Vietnã eles irão contar futuramente que ganharam a "guerra" do Afeganistão.

EUA sabem fazer guerra, mas termina-las, está longe disso, e muito mais alem disso como um homem que ganha um prêmio nobre da PAZ, sendo que tal homem, já mando cerca de 40 mil soldados americanos ao Afeganistão?

Vejo um mundo, hipóctras aonde EUA pensam que é rei, mas não passa de um "BESTEIROL AMERICANO".


Obrigado. 

Romênia abrigará interceptadores de mísseis americanos.

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O principal órgão de defesa da Romênia aprovou hoje a proposta norte-americana para que o país abrigue interceptores de mísseis balísticos como parte do escudo de mísseis dos Estados Unidos. A Romênia vai abrigar "equipamentos terrestres para interceptar mísseis" que vão melhorar a segurança nacional e entrar em operação em 2015, disse o presidente Traian Basescu. "A Romênia não vai abrigar um sistema contra a Rússia, mas contra outras ameaças", disse Basescu. O Departamento de Estado norte-americano confirmou o plano.
 

"A Romênia concordou em abrigar o interceptador Standard Missile 3 como parte do novo plano de defesa de mísseis do governo para proteger as tropas norte-americanas e nossos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra as ameaças balísticas do Irã", disse o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley, aos jornalistas em Washington. Crowley também tentou acalmar os temores dos russos dizendo "como deixamos claro várias vezes, não são equipamentos dirigido à Rússia".

Rússia aprova disposição do Irã de aceitar acordo da AIEA

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A disposição iraniana de aceitar um acordo destinado a encerrar o impasse em torno de seu programa nuclear pode ser recebida somente com satisfação, declarou nesta quarta-feira, 3, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov.
"Se o Irã está pronto para voltar ao acordo original, não podemos receber essa notícia de outra forma a não ser com satisfação", declarou o chanceler russo durante entrevista coletiva concedida nesta quarta em Moscou.

No fim da noite da terça, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, declarou que seu país não vê "nenhum problema" em enviar seu urânio ao exterior para passar por processo de enriquecimento - ponto-chave de um acordo costurado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para desfazer o impasse.

Ao longo dos últimos meses, funcionários iranianos rechaçavam a hipótese de enviar seu urânio ao exterior para enriquecimento. Em janeiro, Lavrov lamentou a aparente rejeição iraniana ao acordo e advertiu que o mundo não esperaria para sempre pelo fim do impasse.

O enriquecimento de urânio é um processo essencial para a geração de combustível usado no funcionamento das usinas nucleares. Em grande escala, o urânio enriquecido pode ser usado para carregar ogivas atômicas.

Os EUA e alguns de seus aliados suspeitam que o Irã desenvolva em segredo um programa nuclear bélico. O Irã sustenta que seu programa nuclear é civil e tem finalidades pacíficas, estando de acordo com as normas do Tratado de não-proliferação Nuclear, do qual é signatário.

Irã se diz disposto a enriquecer seu urânio fora do país

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O Irã se declarou nesta terça-feira, 02, pronto a mandar seu urânio para ser enriquecido fora do país, como foi solicitado pela ONU. A decisão foi comunicada pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad em uma entrevista na televisão estatal iraniana.

De acordo com Ahmadinejad, o Irã "não terá problemas" em mandar ao Ocidente seu urânio não enriquecido e recebê-lo meses depois, enriquecido em 20%. A decisão é uma grande mudança na posição do Irã sobre seu programa nuclear.

"Se nós o autorizamos a levar (o urânio), não há problema. Nós assinamos um contrato para dar urânio pouco enriquecido a 3,5% e o recebemos enriquecido a 20% depois de quatro ou cinco meses", sugeriu o presidente.

Este tempo, contudo, é bem menor que o um ano pedido pelas potências ocidentais para transformar o urânio pouco enriquecido em combustível para o reator de Teerã, prazo que especialistas confirmam ser necessário para o enriquecimento.

Ahmadinejad, contudo, não deu indicações sobre a quantidade de urânio que seria enviada nesta troca, principal ponto de discussão com as grandes potências.

Por meses, oficiais iranianos usaram a mídia para criticar o plano da ONU para o país e oferecer alternativas para uma de suas condições principais - transportar o urânio para fora do país, para ser enriquecido.

O Ocidente suspeita que o programa nuclear iraniano almeja produzir armas nucleares, o que o Irã nega, afirmando que seu programa tem apenas o fim pacífico de produir energia.

O Irã rechaçou em novembro uma proposição do grupo dos Seis (Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha) sobre o envio de 70% seu urânio pouco enriquecido para a Rússia e França, onde seria transformado em combustível enriquecido a 20% para seu reator em Teerã, e reenviado ao país no prazo de um ano.


EUA

Os Estados Unidos afirmaram nesta terça que, se o Irã está disposto a enviar seu urânio ao exterior para ser enriquecido, o país deveria comunicar sua vontade à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão regulador da ONU.

O porta-voz do Departamento de Estado, P.J Crowley, ao responder os comentários de Ahmadinejad, disse que os EUA não está interessado em renegociar um acordo de outubro no qual foi proposto que o Irã mandaria seu urânio enriquecido ao exterior em troca de combustível nuclear para um reator de pesquisa, mas que o país não aceitou.

"Há um fórum capaz de resolver se essa é uma oferta séria, e isso é pela AIEA. Se o Irã está falando sério, eles podem informar a AIEA que estão prontos para aceitar o acordo que está sobre a mesa", disse Crowley.
 

Mais tarde, a Casa Branca também incitou o Irã a informar a AIEA se havia mudado de ideia e se estava pronto a seguir em frente com um acordo para mandar seu urânio ao exterior para ser enriquecido.

"Nós fizemos boa fé e analisamos a oferta em relação ao reator de Teerã", disse o porta-voz da Casa Branca, Mike Hammer. "Nós acreditamos que ela faça sentido para todas as partes. Se os comentários do sr.Ahmadinejad refletem uma posição atualizada do Irã, nós pedimos ao Irã que informe a AIEA".

Coreia do Norte determina área de testes militares na fronteira

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O Governo da Coreia do Norte delimitou uma nova área de exclusão marítima para práticas de tiro em sua fronteira com a Coreia do Sul no Mar Ocidental (Mar Amarelo), uma semana depois das manobras militares que aumentaram a tensão entre os países, informou nesta quarta-feira, 3, a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Durante um encontro com parlamentares, um responsável do Ministério da Defesa sul-coreano anunciou que a Coreia do Norte estabeleceu duas áreas de testes em sua costa oeste para realizar disparos de artilharia durante quatro dias a partir do próximo dia 5. 


O ministro sul-coreano considerou "possível que a Coreia do Norte faça novas 'provocações'" após ação similar realizada recentemente na linha de fronteira no Mar Ocidental, criada após a Guerra da Coreia (1950-1953) pelas tropas da ONU lideradas pelos EUA, que Pyongyang não reconhece.

Na semana passada o regime comunista norte-coreano efetuou cerca de 350 disparos de artilharia na fronteira marítima entre as duas Coreias no litoral oeste, após declarar uma zona de não navegação até o dia 29 de março, justificando a iniciativa pela realização de manobras militares anuais.

A Coreia do Norte tinha determinado a primeira zona entre os dias 25 e 29 de janeiro para realizar disparos de artilharia nas proximidades das ilhs sul-coreanas de Baengnyeong e Daecheong, no Mar Amarelo.

Ex-aliados pedem que Chávez renuncie na Venezuela

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Um grupo de ex-aliados do presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu na segunda-feira, 1º, a renúncia do mandatário afirmando que o líder perdeu legitimidade. "Para afastar esse país de outros males, como os que ocorrem agora, nós formalmente pedimos que você renuncie", afirmou o grupo, chamado Pólo Constitucional, em comunicado divulgado em jornais locais.
Os ex-aliados avaliam que, após 11 anos no poder, Chávez "perdeu legitimidade e capacidade de governar". Entre os que assinam o texto estão o ex-ministro das Relações Exteriores Luis Alfonso Dávila; o ex-ministro da Defesa Raúl Isaías Baduel; um dos mais importantes dos nomes que escreveram a Constituição do período Chávez, Hermann Escarra; e dois homens que apoiaram Chávez no fracassado golpe militar de 1992, Yoel Acosta e Jesus Urdaneta.

O documento acusa Chávez de ter um "modo autocrático, totalitário e autocentrado de governar". Além disso, critica os ataques verbais do presidente, que na opinião do grupo gera um clima de "intolerância" e "ressentimento".

A Venezuela sofre com vários problemas, como a falta de água e eletricidade, alta criminalidade e corrupção. Para os signatários do comunicado, os problemas "acrescentam mais elementos para desqualificar Chávez como um líder".

O grupo pediu respeito aos direitos de propriedade privada e ao pluralismo político. Também afirma que as Forças Armadas e outras instituições estão "distorcidos pela incursão de elementos de fora", em uma referência a Cuba, um forte aliado regional de Chávez.

O texto critica a "centralização irresponsável" do poder sob Chávez. Nos últimos dias, o presidente venezuelano afirmou que os crescentes protestos no país são uma tentativa para desestabilizar seu governo. Chávez comparou a situação ao tumulto político que levou ao golpe contra ele, em 2002. Afastado do poder por alguns dias, Chávez conseguiu retomar o controle do país.

Em janeiro, dois estudantes foram mortos durante protestos ocorridos após a emissora de televisão RCTV, crítica ao governo, perder seu direito de transmitir.

A História de EUA - CHINA

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A reação do governo da China ao acordo de venda de armas dos EUA para Taiwan foi "lamentável", disse o vice-subsecretário da Força Aérea, Bruce Lemkin, nesta terça-feira, 2. A declaração de Lemkin foi dada após Pequim advertir sobre as possíveis repercussões internacionais negativas ao acordo.

"Eu acho lamentável a forma como a China reagiu", disse Lemkin a jornalistas, durante uma visita ao Singapore Airshow, uma importante feira do setor industrial reunindo fornecedores aeroespaciais civis e militares interessados em compradores asiáticos.

Questionado sobre se Washington poderia recuar, após a resposta chinesa, incluindo a ameaça de impor sanções a companhias americanas, Lemkin disse que "esta é uma decisão política baseada em um princípio e em nosso compromisso na Lei de Relações com Taiwan". A lei norte-americana regula as relações do país com a ilha.

O funcionário disse esperar que Pequim e Taipé continuem a reduzir as tensões entre os dois lados pelo diálogo. Lemkin falou horas após a China advertir que a cooperação em temas internacionais e regionais poderia sofrer e pedir que empresas dos EUA não se envolvam com o acordo de venda de armas.

"As relações China-EUA, em temas importantes internacionais e regionais, serão inevitavelmente influenciadas e toda a responsabilidade é dos EUA", afirmou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, ao tratar do acordo. "Nós pedimos às companhias importantes dos EUA que parem de agir e tomar parte na venda de armas para Taiwan", afirmou o porta-voz.

Os EUA aprovaram um pacote de venda de armas para Taiwan, incluindo mísseis Patriot, helicópteros Black Hawk e outros componentes militares. O valor total do negócio é de US$ 6,4 bilhões. Para a China, porém, a ilha é parte de seu território e deve no futuro ser reunificada ao país.

O governo chinês sempre se opôs firmemente às vendas de armas dos EUA para Taiwan. Pequim reagiu duramente ao anúncio do negócio, cortando contatos militares e de segurança com Washington e ameaçando impor sanções em companhias envolvidas com a transação. As informações são da Dow Jones.

EUA anuncia proposta de venda de armas de US$6bi a Taiwan

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O Pentágono informou nesta sexta-feira ao Congresso americano a intenção sobre uma proposta de venda de armas para Taiwan no valor de US$ 6 bilhões.

Segundo uma nota divulgada pela Agência de Cooperação de Defesa e Segurança, o governo dos EUA pretende vender 60 helicópteros Black Hawk, 14 mísseis Patriot e equipamentos de controle e comunicação para a frota taiwanesa de aeronaves F-16.

A notificação da intenção de venda ao Congresso é exigida por lei, mas não significa que o acordo tenha sido fechado.

Os congressistas têm agora 30 dias para analisar e comentar a proposta. Caso não haja objeções, a negociação pode ser concluída.

Reação

O governo da China manifestou oposição à proposta de venda para Taiwan.

O vice-ministro das Relações Exteriores, He Yafei, disse que a negociação teria "um impacto negativo grave" na cooperação entre os EUA e a China.

Em comentários publicados no website do ministério, He afirmou que o governo chinês estava "profundamente indignado" com a proposta de venda de armas.

Taiwan tem um governo próprio e se separou de Pequim em 1949, mas a China continua considerando a ilha como uma província separatista.

O governo da China tem centenas de mísseis apontados para Taiwan e já ameaçou usar a força para retomar o controle do território.

Segundo o Pentágono, a proposta de venda iria "apoiar os esforços de Taiwan de modernizar as Forças Armadas e aprimorar a capacidade de defesa"

Pequim já alertou os EUA a não seguir em frente com a venda de armas para Taiwan. As relações entre os dois países estão um pouco estremecidas por discussões nas áreas de comércio e da censura na internet. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fracassa teste de míssil dos EUA para simular ataque do Irã

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WASHINGTON - Uma tentativa dos Estados Unidos de abater um míssil balístico que simulava um ataque do Irã fracassou devido a uma falha num radar fabricado pela empresa Raytheon, disse o Departamento de Defesa.

O teste abortado sobre o oceano Pacífico coincidiu com um relatório do Pentágono segundo o qual o Irã teria ampliado a capacidade dos seus mísseis balísticos e já constituía uma ameaça "significativa" para as forças dos EUA e de seus aliados na região do Oriente Médio.

A Agência de Defesa de Mísseis disse que no teste de domingo tanto o míssil-alvo, lançado de Kwajalein, nas ilhas Marshall, quanto o interceptador, disparado da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia, funcionaram normalmente.

"Entretanto, o radar marítimo de banda-X não funcionou conforme o esperado", disse a agência em seu site, acrescentando que funcionários vão investigar o defeito.

O radar de banda-X é um importante componente da defesa terrestre contra mísseis em pleno curso, principal recurso dos EUA contra projéteis de longo alcance, em cuja ogiva podem viajar armas químicas, biológicas, atômicas ou convencionais.

Foi a primeira vez que os EUA testaram sua defesa de longo alcance contra um ataque iraniano simulado. Testes anteriores haviam imitado a rota de um míssil lançado da Coreia do Norte.

A Revisão do Pentágono sobre a Defesa contra Mísseis Balísticos, divulgada na segunda-feira, disse que Teerã desenvolveu e adquiriu mísseis balísticos capazes de atingirem alvos no Oriente Médio e no Leste Europeu, e estaria instalando um número crescente de mísseis balísticos regionais móveis.

No passado, o programa iraniano de mísseis recebeu apoio da Rússia, da China e da Coreia do Norte, e Teerã ainda depende de fontes externas para muitos componentes e peças dos mísseis, segundo a Agência de Inteligência da Defesa.

(Reportagem adicional de Adam Entous)

Israel admite uso de bombas de fósforo contra civis em Gaza

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O Exército israelense submeteu dois oficiais a punição disciplinar nesta segunda-feira, 1º, por terem autorizado a utilização de fósforo branco no bombardeio de um bairro residencial na cidade de Gaza, há um ano.

Segundo o documento enviado à ONU pelo Exército israelense, um general de brigada e um comandante de divisão sofreram punição disciplinar por terem "arriscado vidas humanas" quando autorizaram a utilização de armamentos com fósforo branco para bombardear o bairro de Tel El Hawa, no dia 15 de janeiro de 2009, durante a ofensiva israelense à Faixa de Gaza.

Esta é a primeira vez que Israel admite a utilização de fósforo branco, armamento proibido pelas leis internacionais, contra civis na Faixa de Gaza.

Também é a primeira vez que o Exército israelense anuncia a punição de comandantes militares por atos cometidos durante a ofensiva, que deixou cerca de 1,3 mil mortos do lado palestino e 13 do lado israelense.

A comissão de investigação da ONU, dirigida pelo jurista sul-africano Richard Goldstone, acusou Israel de cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza e exigiu que o governo israelense investigue a atuação de suas tropas durante a ofensiva realizada no ano passado.
Em resposta, Israel enviou um relatório descrevendo as investigações que foram realizadas pelo Exército.

ONGs de defesa dos direitos humanos exigem que Israel nomeie uma comissão independente para investigar os atos do Exército e não consideram suficientes as investigações internas feitas pelo próprio Exército.

Antes do envio do documento à ONU, a versão do Exército israelense era de que o fósforo branco teria sido utilizado apenas para fins de "dificultar a visibilidade das tropas pelo inimigo" e não diretamente contra civis.

O armamento, que cria uma especie de "cortina de fumaça", é altamente perigoso quando atinge pessoas pois gera queimaduras profundas.

No caso mencionado no relatório do Exército israelense, projéteis com fósforo branco atingiram a sede da Agencia de Refugiados da ONU (UNRWA) na cidade de Gaza, deixando vários civis feridos e provocando um incêndio no local.

Segundo porta-vozes militares "o documento enviado à ONU demonstra que o Exército israelense não tem o que esconder". Os porta-vozes também afirmaram que o Exército "não esperou pelo relatório Goldstone para investigar irregularidades durante a operação".

Brasil ajuda Peru após enchentes

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Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) pousou neste domingo (31) na cidade de Cuzco, no Peru, por volta de meio dia (horário de Brasília), levando 14 toneladas de alimentos do armazém humanitário do Ministério de Relações Exteriores, entre eles arroz, feijão, macarrão, óleo e leite. Segundo a FAB, a aeronave Hércules C-130 está descarregando os suprimentos de forma lenta, por falta de estrutura, principalmente equipamentos.

O Peru foi atingido por enchentes no início da semana, decorrentes de fortes chuvas. Pelo menos 10 pessoas morreram e mais de mil turistas, entre eles 280 brasileiros, ficaram "ilhados" em Águas Calientes, na região de Machu Pichu. Os turistas foram aos poucos retirados de helicóptero, conforme permitiam as condições climáticas. Os últimos brasileiros foram resgatados na sexta-feira (29).

De acordo com o Itamaraty, todos os brasileiros já foram transferidos para a Cuzco e alguns deles devem retornar ao Brasil no Hércules C-130. O avião, que tem capacidade para 80 pessoas, decola do Peru ainda neste domingo.  O Itamary montou, em caráter emergencial, um centro de apoio em Cuzco para prestar assistência a brasileiros.

Ainda de acordo com o Itamaraty, os alimentos doados neste domingo pelo Brasil serão distribuídos “a todos os necessitados”, tanto brasileiros como demais turistas e a população peruana.

Testada Bomba planadora JSOW com F-18E/F

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Na passada segunda-feira a Raytheon fez uma demonstração de um dos sistemas de armas de maior sucesso nos Estados Unidos desde os anos 90. A nova versão da bomba planadora JSOW demonstrou a sua nova capacidade para atingir alvos a distâncias enormes, ultrapassando os 500km.

A nova bomba planadora, recebeu um pequeno motor, que permite aumentar radicalmente o alcance operacional da arma. O novo sistema foi lançado a partir de uma aeronave F-18E/F da marinha e segundo o fabricante, ela pode ser utilizada a partir de qualquer sistema que já tenha capacidade para lançar as bombas planadoras JSOW de modelos anteriores. «Os custos de modificação são mínimos», afirmou Harry Schulte, vice-presidente da divisão de sistemas de mísseis da Raytheon, que também adiantou que o alcance máximo previsto para a nova versão do JSOW é de 300 milhas náuticas, ou seja, aproximadamente 540km.

Durante os anos 80, os Estados Unidos começaram a testar um novo conceito de bomba lançada a partir de aeronaves, que permitia que a bomba, equipada com asas, um perfil aerodinâmico melhorado e um sistema de navegação sofisticado, atingisse alvos a até 110km de distância do ponto de lançamento.

Este tipo de armamento é extremamente importante e de grande utilizada, pois torna os sistemas anti-aéreos de curto alcance e mesmo de médio alcance, virtualmente inúteis, pois os mísseis dificilmente conseguem interceptar as bombas JSOW e os aviões que as lançam ficam fora do alcance dos mísseis.

No entanto, os aviões estavam ainda dentro do alcance dos sistemas anti-aéreos mais sofisticados (de longo alcance) e também dentro do alcance de uma resposta da força aérea do país inimigo, que tinha apenas que encurtar a distância para poder atacar o avião lançador com mísseis ar-ar.

Agora, o novo sistema JSOW-ER, com um alcance máximo de mais de 500km, torna inútil a utilização de mísseis anti-aéreos de longo alcance, pois a aeronave lançadora pode largar as bombas JSOW a distâncias para além do alcance dos sistema anti-aéreos mais poderosos.
Além disto, mantendo uma distância de 500km relativamente ao alvo, a distância permite ao avião lançador ficar protegido da resposta da força aérea inimiga.


O problema dos custos: a outra guerra
Além das suas características peculiares, este sistema, bem assim como o sistema JDAM e equivalentes, procuram resolver um dos problemas da guerra moderna, o da guerra de preços. A arma mais eficiente não é a que consegue destruir melhor os alvos inimigos, mas sim aquela que os consegue destruir pelo menor preço.

O preço de um sistema JSOW tem vindo a aumentar, à medida que as suas capacidades e características vão sendo melhoradas, mas mesmo assim, o seu custo deverá ficar abaixo de 250.000 Euros. Este preço representa (consoante as fontes) entre 10% a 15% do preço de um míssil anti-aéreo do sistema S-300/S-400 de fabrico russo, como o míssil «48N6DM» que tem um alcance máximo estimado em 250km. Mesmo perante o míssil anti-aéreo com maior alcance, o avião que lança o JSOW, estará sempre fora do alcance dos sistemas antiaéreos.

Esta tremenda vantagem táctica, que é militar, mas também económica, é vista como uma resposta à superioridade dos sistemas de mísseis anti-aéreos russos e também chineses.

FAB prepara-se para receber aeronaves P-3AM!

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A chegada de três aeronaves P-3AM em 2010 tem sido sinônimo de preparação no 1º Esquadrão do 7º Grupo de Aviação da Força Aérea Brasileira (Esquadrão de Patrulha Orungan), sediado em Salvador (BA). A unidade é a única que receberá as novas aeronaves. Para isso, já iniciou mudanças na estrutura física e a realização de cursos de capacitação do efetivo para lidar com a nova realidade que será introduzida com a aquisição do novo modelo. A previsão é que as duas primeiras aeronaves cheguem no primeiro semestre do ano que vem e uma terceira no segundo semestre.

Segundo o Major Aviador Otávio Luiz Timóteo Alves, que coordenada um dos grupos de transição, o 1º/7º receberá nove aeronaves P-3 até 2012. Serão oito operacionais e uma de treinamento. Em 2010, chegarão as três primeiras; em 2011, o Esquadrão receberá outras quatro; e em 2012, duas. As aeronaves irão substituir os P-95 Bandeirulha que atualmente são operadas na unidade desde os anos 80.

A mudança trará grandes benefícios nas operações. O P-3, que é quadrimotor, tem grande autonomia de voo. Pode voar em torno de 13h ininterruptas, levando a bordo um número maior de observadores e de equipamentos de última geração.

A parte tecnológica também passará por um grande salto. No caso do P-3, a aeronave é equipada com sensores especiais, que em muito auxiliarão nas missões, por exemplo, de busca e resgate, como ocorreu neste ano com o emprego de aeronaves R-99 na localização de destroços do voo 447 no meio Oceano Atlântico.

De acordo com o comandante do esquadrão, Tenente Coronel Aviador Maurício Carvalho Sampaio, para lidar com o salto tecnológico e operacional introduzido com a nova aeronave, foram criados grupos de trabalho na unidade. Um deles ficou responsável pela seção de obras que visa proporcionar a estrutura necessária para que o P-3 possa operar em Salvador. Outro grupo ficou focado na missão de implantar a nova aeronave, com a capacitação dos militares. Dentro desse processo de formação foram incluídas instruções para pilotos, operadores e mantenedores. Entre as atividades também está incluída capacitação de militares na Espanha.

Em meados de 2008 e, praticamente, durante todo o ano de 2009, o efetivo foi envolvido nesse processo. O grupo de pilotos e operadores retorna para a Espanha em janeiro de 2010 justamente para fazer o processo final da capacitação. Como se trata de uma aeronave complexa, precisamos fazer uma integração de toda a tripulação que foi formada.

Outra vertente da capacitação é preparar os militares para casos de pouso no mar e abandono de aeronave, além de situações de salvamento, resgate e sobrevivência. Essas instruções são realizadas nas cidades de Salvador (BA), São Pedro da Aldeia (RJ) e Rio de Janeiro (RJ).

“Eles passam por um curso teórico de duas semanas de busca no mar. Têm instruções técnicas sobre a aeronave, teoria e prática de sobrevivência no mar, treinamento de abandono de aeronave submersa, treinamento fisiológico e instrução de voo de 15 horas” ressalta o chefe da seção de operações do 1º/7º, Major Aviador Adolfo Aleixo da Silva Júnior.

Uma parte do treinamento foi realizada no Clube dos Sargentos da FAB, em Salvador. Em uma piscina, militares receberam instruções complemetares de sobrevivência na água para, depois, enfrentarem 30 horas em um bote no mar, no Parque Naval de Aratu, também na capital Baiana. O instrutor foi o Capitão Intendente Alessandro Machado, que passou pelo Curso de Paraquedista do Exército, é mestre de saltos e por cinco anos ministrou instruções ao Corpo de Cadetes da Academia da Força Aérea, em Pirassununga (SP).

Ele lembra que um dos objetivos é que os militares sintam os efeitos de uma situação de resgate e, caso venham a passar por ela, saibam como agir. “A fase prática tem por objetivo dar o auto-conhecimento. O tripulante vai se conhecer, vai saber os efeitos psicológicos inerentes à falta de água, à falta de alimentação e isso vai dar mais condições de sobrevida”, explica Capitão Machado.

Uma das técnicas ensinadas foi agrupar os militares formando um círculo, com todos batendo os pés simultaneamente. Assim, eles conseguiriam ser visualizados com maior facilidade por aeronaves. Outra vantagem é que conseguiram manter a temperatura corporal. “Acredito que esta seja uma das instruções mais importantes dentro do curso de formação do aeronavegante, tendo em vista que 90% da nossa atividade é sobre o mar”, relata o Tenente Aviador Marcello Sardinha dos Santos, que estava entre os participantes da instrução.

A parte física do Esquadrão também já está sendo submetida a mudanças para receber os P-3. Um hangar da unidade será reestruturado para receber as aeronaves. O prédio que abrigará a estrutura administrativa e operacional está em fase recebimento, na qual são efetuados os ajustes finais na estrutura. “Dentro deste prédio, temos um simulador de missão, treinador tático, laboratório de língua, todos focado especificamente para missão operacional no P-3. O local ainda vai englobar toda a parte administrativa, o comando, operações e pessoal. A única exceção é a área logística que vai ter um hangar próprio, específico para os serviços de manutenção e administração”, afirma o Comandante do Esquadrão, Tenente Coronel Sampaio, lembrando que os projetos incluem, ainda, o tratamento de afluentes no hangar de lavagem das aeronaves.

Rússia entrega segundo lote de Ka-28 á China!

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As forças armadas da República popular da China receberam diretamente da empresa russa Kumertau Aviation Production Enterpriseo segundo lote de helicópteros Kamov Ka-28.

O shelicópteros são destinados a Marinha do Exército Popular da China o qual encomendou as aeronaves Ka-28 em três versões distintas, a de guerra anti-submarino, ASW, busca e salvamento, SAR, e ataque.

Este segundo lote contempla o recebimento de 9 aeronaves que se juntarão aos 8 outros anteriormente adquiridos, entretanto espera-se que a nação asiática multiplique o número de aquisições deste modelo em futuros contratos.

O Ka-28 é uma variante de exportação do Ka-27 equipados com novos motores TV3-117VMAR de maior desempenho e confiabilidade.

Os negócios entre ambas as nações podem ainda extender-se uma vez que o fabricante chinês de helicópteros Avicopter anunciou no passado mês de Setembro que iria desenvolver em conjunto com empresas parceiras Russas um helicóptero pesado da categoria do Mil mi26 (o maior helicóptero do mundo) capaz de levantar cargas superiores até 20 toneladas. O novo helicóptero deverá realizar o seu primeiro voo até 2020.

Golpe Militar no Paraguai ?

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O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, demitiu, nesta quarta-feira (4), os chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica após negar a possibilidade de um golpe militar contra o governo.Segundo um comunicado divulgado pelo setor de imprensa das Forças Armadas, Lugo deve empossar novos comandantes na quinta-feira (5).

A decisão de Lugo foi tomada um dia depois de ele ter negado, em entrevista coletiva, que haveria um plano de um golpe militar contra o governo.

"Posso garantir, como chefe das Forças Armadas, que institucionalmente não existe nenhum perigo de golpe de Estado promovido pelos militares", afirmou.

Lugo ressaltou ainda que "nada e ninguém moverá o povo paraguaio do Palácio (presidencial) de López até 15 de agosto de 2013", em referência a data final do atual mandato.

Os rumores sobre o suposto plano de golpe de Estado começaram a surgir com uma declaração do secretário de relações internacionais do Partido Comunista Venezuelano (PCV) e vice-presidente do Grupo Venezuelano do Parlamento Latino-americano (Parlatino), Carolous Wimmer.

Segundo a imprensa local, ele teria dito que os Estados Unidos e setores da direita paraguaia queriam concretizar um "golpe contra o governo de Lugo".

De acordo com a edição online do jornal Última Hora, pouco antes do comunicado sobre as mudanças na cúpula militar, a embaixadora dos EUA em Assunção, Liliana Ayalde, negou as acusações de Wimmer.

"O que estamos fazendo aqui é uma cooperação, onde existe transparência. Desconheço e desminto totalmente (versões de organização de um golpe)", disse ela ao jornal.

Bolívia

Além do comentário de Wimmer, o jornal paraguaio destaca ainda que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, teria sugerido um possível golpe contra o governo de Lugo durante a reunião da Alba na Bolívia.

Segundo o jornal, ele teria tido que "os ultradireitistas paraguaios usam a Bolívia como desculpas para atacar o governo de Fernando Lugo.

Os golpistas estão preparando golpe".Recentemente, Bolívia e Paraguai tiveram diferenças na região de fronteira.

Após declarações dos políticos venezuelanos, o Senado paraguaio emitiu declaração pedindo a Lugo que exigisse explicações, via diplomática, do governo venezuelano.

De acordo com a imprensa local, Lugo teria encaminhado o documento ao Ministério das Relações Exteriores paraguaio.

Fernando Lugo vive diferenças com seu vice-presidente, Federico Franco, e outras dificuldades políticas, já que não conta com a maioria no Congresso Nacional.

Rússia disponibiliza Mi-26T a OTAN e países membros!

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Rússia participa de um projeto de desenvolvimento de um helicóptero pesado para a OTAN e também propôs aos países da aliança o modelo Mi-26T de maior capacidade de carga no mundo, comunicou hoje o diretor da fabrica de helicópteros "Mijaíl Mihl" de Moscou, Mijaíl Korotkévich.

"Rússia propôs o modelo Mi-26T porque é o que mais corresponde com as nessecidades da OTAN e desperta um grande interesse nos países membros",informou.

Também disse que a fabrica desenvolveu o design desse helicóptero e se encarrega de sua modernização.

Helicóptero de emprego geral e de ampla fuselagem o Mi-26T está destinado a transportar maquinários e carregamentos de grandes dimensões dentro do compartimento de carga e nos encaixes exteriores. Perfeito para obras de contrução e em trabalhos elétricos, assim como a montagem de equípamentos de perfuração, construção de pontes e também na luta contra incêndios.

Belgica suspende fornecimento de armas a Líbia!

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O conselho do estado da Bélgica decretou suspender a exportação de armamento a Líbia em pressão de organizações de direitos humanos belgas, informou hoje a rede de televisão "RTBF".

A liga dos direitos humanos e outras organizações similiares belsgas recorreram aos tribunais para considerar inadimissível a exportação de armas a um país que coopera com o terrorismo internacional e ao crime organizado.



A conpanhia belga "FN Herstal" acumulou pedidos num total de 12 Milhões de euros para fornecer armamento a polícia e exército Líbio. Segundo a rede de Televisão "RTBF", o contrato com a Líbia era para "FN Herstal" era apenas um plano inicial de outras negociações mais importantes que possívelmente teriam um prazo de 5 anos.

Entrevista com o presidente! Fala Lula!

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Qual é a explicação, Sr. Presidente, para que em 10 anos o Brasil tenha alcançado esse desenvolvimento admirável? Estamos falando do milagre brasileiro ou do milagre de Lula? Qual é a fórmula para o que estamos vendo hoje?

Presidente: De fato, nos últimos anos temos colhido uma safra de boas notícias, mas isso nada tem a ver com milagres. É fruto de trabalho duro dos brasileiros ao longo das últimas décadas. Consolidamos a democracia, derrotamos a inflação, retomamos o crescimento e estamos construindo uma sociedade moderna e cada vez mais justa com todos os seus cidadãos. Do meu período na Presidência, iniciado em 2003, destaco como as maiores conquistas a retomada do desenvolvimento econômico e da capacidade do Governo de investir na educação e na infra-estrutura, além dos programas sociais voltados para as camadas mais pobres da população. O impacto desses programas foi muito positivo na redistribuição da renda. Como resultado, cerca de 30 milhões de brasileiros deixaram a pobreza, e 21 milhões deles hoje fazem parte da nova classe média, o que deu novo impulso ao crescimento econômico e ampliou ainda mais nosso mercado interno. Adotamos uma política externa mais assertiva, que investiu na nossa relação com a América Latina, África e Ásia, sem ignorar nossos laços tradicionais com a Europa e os Estados Unidos. Esse conjunto de medidas nos permitiu enfrentar e superar a crise econômica mundial sem sobressaltos.

Como o Brasil vê suas relações com a América Latina? Como dar impulso a essas economias, levando em conta as diferenças que existem entre um Mercosul mais econômico, no qual a entrada da Venezuela ainda está em dúvida, uma CAN enfraquecida e uma ALBA que vê os EUA como seu grande inimigo?

Presidente: A América do Sul e a integração regional são uma das prioridades da política externa do meu Governo, e temos procurado aprofundar esses laços com a região em várias frentes. A integração física, por meio da construção de obras de interconexão viária e energética, por exemplo, é fundamental em qualquer esforço de aproximação, pois cria as condições práticas para que pessoas e empresas façam negócios e parcerias. Meus companheiros Presidentes da região entendem muito bem essa necessidade, e temos trabalhado com vários deles em projetos conjuntos de rodovias, pontes, usinas hidrelétricas e linhas de transmissão de energia. O segundo aspecto é o de aproximar empresários e investidores, e aí também a diplomacia presidencial tem contribuído muito, porque sempre que possível os encontros presidenciais são acompanhados de seminários e eventos empresariais.

Além disso, o diálogo político nunca foi tão estreito, como provam os avanços na relação bilateral e mecanismos como os encontros periódicos que mantenho com o Presidente Chávez. Ademais, contribuem para fortalecer nossos laços nosso empenho em consolidar a União de Nações Sul-americanas (UNASUL), em promover reuniões de alto nível com outras regiões e grupos de países do mundo – como a África e os países árabes – e também em realizar encontros como o do ano passado, na Bahia, com a participação dos Chefes de Estado e de Governo da América Latina e Caribe. Pela primeira vez na história, nos reunimos para discutir nossos temas com uma agenda definida pela região, sem ingerência externa.

Acho natural haver diferenças de opinião e de orientação, bem como a formação de blocos de países com base na coincidência de interesses. Quando essas diferenças vêm à tona o importante é discuti-las com serenidade. Na questão específica da entrada da Venezuela no Mercosul, sempre a defendemos e continuamos a defendê-la; nossa posição é conhecida. O assunto está sendo analisado no Senado brasileiro, onde também a base parlamentar de apoio ao Governo tem defendido a mesma posição, razão pela qual acredito que possamos ter boas notícias em breve.

: De que forma os governos latino-americanos devem conduzir suas relações com os Estados Unidos?

Presidente: Cada país da região tem sua agenda bilateral com Washington, com particularidades próprias, e não creio que exista uma fórmula comum. Além disso, posso responder apenas pelas relações bilaterais do Brasil com os Estados Unidos, e nelas vejo uma boa oportunidade com a chegada do Presidente Barack Obama à Casa Branca. Temos mantido um diálogo muito bom quanto aos temas de interesse comum, não só os bilaterais, mas também os regionais e os globais. Vejo no Presidente Obama uma grande disposição para o diálogo com a América Latina, ainda que os temas da agenda doméstica, a crise econômica e os conflitos no Afeganistão e no Iraque tenham ocupado boa parte do tempo dele nesse início de mandato. Não posso esquecer que também mantivemos um diálogo muito bom com o então Presidente George W. Bush, porém creio que com Obama as circunstâncias são mais favoráveis para uma aproximação com a região. Na primeira oportunidade que teve, neste ano durante a Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, o Presidente norte-americano se reuniu com os Presidentes dos países da UNASUL. Acho, no entanto, que esse passo foi apenas o começo. É preciso avançar mais e continuar atuando de forma coordenada diante de crises como a de Honduras, provocada por um golpe de Estado, que é algo que sempre devemos repudiar. Esses fantasmas do passado não podem voltar a fazer parte da história dos países da América Latina, que ao longo das últimas décadas têm realizado um grande esforço para consolidar suas instituições democráticas, felizmente com êxito.

Qual é a diferença entre o socialismo que o Sr. promove e o que lidera o presidente Hugo Chávez? É sustentável o socialismo do Século XXI que ele oferece?

Presidente: Acredito muito que cada país tem seu próprio caminho, com base na sua própria história e nas instituições que construiu. Ao longo da minha vida, aprendi a não me prender muito aos rótulos. Lembro que, na década de 80, quando tentavam colar em mim algum desses rótulos, como o de marxista, costumava responder que não era marxista, e sim torneiro mecânico, função que aprendi como metalúrgico. O que posso dizer com segurança é que tanto Chávez como eu, ainda que em países com realidades diferentes, governamos com um grande compromisso para com os mais pobres, aqueles que realmente precisam do apoio do Estado para construir um futuro melhor. O que ocorre é que isso gera desconforto, até porque a apropriação do Estado pelos mais poderosos foi, até há muito pouco tempo, uma realidade na nossa região. Uma mudança de rumos como a que tivemos em nossos países sempre provoca resistências e ressentimentos dos que se consideram prejudicados.

Só tenho, no entanto, autoridade para falar do Brasil, onde conseguimos avançar muito. Também enfrentei e enfrento setores poderosos, que se mobilizaram para criticar o Governo e a mudança de orientação em favor dos mais pobres. Desde que assumi o mandato, procurei governar para todos, mas especialmente para os mais pobres. Costumo comparar essa atitude com a de uma mãe, que cuida com carinho de todos os filhos, mas dedica mais atenção aos que mais precisam dela. Ao fazer isso, sofri muitos ataques, mas os fatos mostraram que os programas sociais tiveram um efeito multiplicador extraordinário, que vai muito além da estatística dos 30 milhões de brasileiros que superaram a linha da pobreza. O reforço desse enorme contingente de pessoas deu nova vitalidade e fez a roda da economia girar, gerando mais riqueza e novas oportunidades.

Os próprios empresários nunca ganharam tanto, graças a uma economia mais forte, por causa da inclusão social. O grande erro dos governos anteriores no Brasil foi o de tentar governar para apenas um quarto da população, queriam arrumar o País deixando de lado mais da metade da população, e justamente a parte da população que mais precisava e precisa do Estado. Procuramos incluir quem estava fora, queremos arrumar o País para todos, e os resultados dessa política servem como um bom exemplo, ao lado de outros que estão sendo construídos na América Latina. Só podemos ser organizados e fortes na região se houver uma política voltada para todos os cidadãos, e não somente para os mais privilegiados ou para aqueles com maior poder de “lobby”.

Apenas os processos eleitorais são a fórmula para legitimar um Governo como democrático? No caso da Venezuela há um canal de televisão fechado. Muitos jornalistas agredidos. Mais de cem rádios cujas concessões foram suspensas, e agora presos políticos...

Presidente: Não vou entrar nas questões internas da Venezuela. Mas sempre que ouço no Brasil críticas aos modelos de outros países sul-americanos, costumo repetir que, como presidente da República, não devo me intrometer nos assuntos internos de outros países. Os caminhos da consolidação democrática são escritos pelas forças políticas e sociais em cada país, e penso que os conflitos de idéias e a participação da sociedade são parte desse processo e ajudam no amadurecimento das instituições. Na semana passada estive com o Presidente Uribe em São Paulo, e uma repórter nos fez o mesmo tipo de questionamento sobre eventuais mudanças nas regras eleitorais na Colômbia. Também naquele momento lembrei que a América Latina tem um processo histórico de democratização ainda muito recente, que cada sociedade tem o direito de debater e encontrar seus próprios caminhos e que é preciso respeitar a soberania dessas sociedades em matéria de consolidação democrática.

Isso é muito diferente do que ocorreu em Honduras, por exemplo, onde um Presidente eleito foi deposto e mandado para fora de seu país na calada da noite, em um capítulo que não deveria jamais voltar a ser escrito na América Latina. A Venezuela chegou a viver por alguns dias um episódio semelhante, com a frustrada tentativa de golpe contra o Presidente Chávez, mas soube respeitar a soberania popular e deu solução apropriada à crise.

Em matéria de relações com os meios de comunicação, posso falar do Brasil, e em meu país, a imprensa goza de total liberdade. Sou duramente criticado no Brasil por boa parte da imprensa, muitas vezes de forma injusta na minha opinião, mas isso não altera em nada a minha convicção de que a liberdade de imprensa é essencial. Além disso, quando um determinado veículo se desvia da sua função, o crítico mais implacável é o leitor, o ouvinte ou o telespectador, que nos nossos países está cada vez mais maduro e mais atento a tentativas de manipulação. Por isso mesmo, os órgãos de comunicação que não respeitam o público e distorcem os fatos, mais cedo ou mais tarde, perdem credibilidade.

Como acredita que acabará a crise política de Honduras, levando em conta que o Brasil viu-se envolvido diretamente nela?

Presidente: Desde o golpe contra o Presidente Zelaya, a posição brasileira foi clara, em sintonia com nossa tradição diplomática e com as manifestações da comunidade internacional: não há mais lugar para golpes de Estado na América Latina. Essa página da História ficou para trás e não deve mais voltar. O envolvimento direto ocorreu em razão da decisão do Presidente Zelaya de pedir proteção na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, e obviamente não poderíamos negar essa proteção a ele ou a quem considere estar com sua vida em risco por conta das posições políticas que defenda. Muitos integrantes do meu governo e da oposição no Brasil tiveram que se refugiar em Embaixadas estrangeiras durante o regime militar em nosso país nos anos 60 e 70.

Espero que um acordo político possa solucionar a crise em Honduras. Vejo que as forças políticas hondurenhas estão empenhadas nesse sentido, e, para isso, contam com o apoio da comunidade internacional e de organismos como a OEA. O que não se pode perder de vista é que Manuel Zelaya é um Presidente eleito democraticamente, e esse fato deve ser respeitado nas negociações. O Brasil não reconhecerá um novo governo em Honduras que resulte de eleições conduzidas por um regime golpista.

Nesse contexto de crise financeira mundial, até onde devem chegar os ajustes feitos para que ela não se repita de novo?

Presidente: A crise financeira expôs, de forma clara, os equívocos da ortodoxia econômica neoliberal que se espalhou pelo mundo nas últimas décadas, segundo a qual o mercado resolveria tudo e o Estado deveria ser mínimo, para não atrapalhar a livre iniciativa. O resultado disso foi que uma espécie de cassino tomou conta da economia mundial, com uma especulação desenfreada que só poderia levar à catástrofe. Quando a mão invisível do mercado falhou, foi a mão visível do Estado que resgatou a economia mundial da beira do abismo.

Quando a crise chegou, o Brasil estava preparado. Fomos os últimos a entrar na crise e os primeiros a sair dela. Enfrentamos bem as turbulências da economia mundial porque não adotamos o receituário do chamado Consenso de Washington. O Estado brasileiro não abdicou de suas funções estratégicas de regulador e indutor do desenvolvimento econômico e social. Mantivemos uma robusta rede de bancos públicos que supriu o mercado interno quando o crédito externo escasseou. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tem uma carteira de obras no valor de US$ 240 bilhões, que não foi reduzida por causa da crise. Além disso, lançamos um programa de habitação cuja meta é construir 1 milhão de novas moradias até o final de 2010, o que contribui para ampliar a geração de empregos na construção civil.

Nossa atuação no G20 tem sido coerente com o que estamos fazendo domesticamente, e, para nós, é fundamental uma regulação mais clara do sistema financeiro internacional, capaz de evitar os erros e o descontrole que levaram à crise atual. No período de um ano, no qual o G20 realizou três reuniões de Cúpula, o balanço é positivo: conseguimos evitar que a crise se aprofundasse e, em vários casos, aceleramos a retomada da atividade econômica. No entanto, acho que precisamos avançar mais em matéria de regulação e na reforma do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. Essas organizações precisam ser democratizadas e refletir o peso dos países em desenvolvimento na economia mundial. O Brasil não emprestou US$ 10 bilhões ao fundo para as coisas fiquem como estavam. Queremos mudanças profundas nesses organismos.

Há um desequilíbrio favorável ao Brasil no intercâmbio comercial com a Venezuela. Que propostas o Sr. traz para o presidente Hugo Chávez nesta nova visita? Como estão as negociações em torno da refinaria Abreu e Lima?

Presidente: O grande desequilíbrio favorável ao Brasil no intercâmbio comercial com a Venezuela é preocupante. Precisamos corrigi-lo. O Brasil quer e deve importar mais da Venezuela. As negociações entre a PETROBRAS e a PDVSA vão muito bem. A importação de petróleo venezuelano para a refinaria Abreu e Lima vai ajudar a equilibrar a balança comercial, mas podemos fazer mais.

Uma missão de 100 empresários brasileiros veio recentemente a Caracas para se reunir com mais de 350 sócios venezuelanos para identificar projetos que aumentarão e, sobretudo, equilibrarão nossas trocas. Vou participar no dia 30 de outubro, em El Tigre, no Estado Anzoátegui, da primeira colheita de soja resultante da cooperação do escritório da Embrapa. Ao construir sua soberania alimentar, a Venezuela não precisará importar grande quantidade de alimentos do Brasil.

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que também tem escritório em Caracas, está ajudando a Venezuela a projetar fábricas que concorrerão para o esforço de diversificar a economia venezuelana para além das atividades petroleiras.

O Sul da Venezuela e o Norte do Brasil poderão beneficiar-se, de forma sustentada, de suas complementaridades, levando à melhoria das condições de vida das populações e do aumento do comércio. A Venezuela é, como o Brasil, um país muito bonito. Queremos incentivar o turismo de todos brasileiros - e em especial os que vivem nos Estados de Roraima e do Amazonas - às belíssimas


Que lição pode ser tirada do debate regional suscitado pelo uso das bases colombianas por parte de militares norte-americanos?

Presidente: O debate tem sido positivo, e a principal lição é que essas questões podem e devem ser resolvidas por meio do diálogo. Para isso, estamos criando e consolidando instituições regionais como o Conselho de Defesa da UNASUL, que está atuando bem nessa questão e deve ter seu papel fortalecido, e também o Conselho Sul-americano de Luta contra o Narcotráfico. Como resultado das conversas com todos os envolvidos na questão das bases, tenho a convicção de que eventuais desconfianças serão superadas e de que sairemos dessa discussão mais unidos. Esse episódio permitirá que a gente construa a confiança recíproca entre os países da América do Sul e abandone as ultrapassadas doutrinas de defesa. A principal ameaça à segurança dos países da região advém da instabilidade gerada pela pobreza e exclusão social.

O desenvolvimento militar do Brasil para os próximos anos também tem despertado desconfiança. Como administrarão essa situação no contexto de divergências que se criou?

Presidente: Além de contar a seu favor com uma tradição de convivência pacífica na região e no plano internacional, o Brasil é adepto da transparência e da cooperação em matéria de defesa. É preciso lembrar que foi o Brasil que propôs a criação do Conselho de Defesa na UNASUL. Não há nenhum motivo para desconfianças quanto ao Brasil nessa área ou em qualquer outra. Nossos programas de reaparelhamento das Forças Armadas são conhecidos e são para fins de dissuasão. Além disso, a descoberta de riquezas como o petróleo do pré-sal, na costa brasileira, demandam do Estado uma resposta adequada em defesa desses recursos, que são de todos os brasileiros, e é isso o que estamos fazendo.

O Sr. confia na sua ministra Dilma Rousseff para sucedê-lo em 2010, mas os brasileiros estariam preparados para ter uma mulher como Presidente?

Presidente: Dilma Rousseff conta com minha total confiança. A ela confiei o comando do principal programa de obras do Governo no segundo mandato, o Programa de Aceleração do Crescimento, e os resultados mostram sua grande capacidade como gestora e como líder. Sua experiência acumulada como parte de nossa equipe desde o início, em 2003, e sua identidade com nosso projeto para o País asseguram que continuaremos a crescer e a diminuir as desigualdades sociais e regionais ainda existentes. Desde a redemocratização, nos anos 80, várias mulheres foram eleitas para cargos importantes no Brasil, como os de prefeitas de grandes cidades e os de governadoras, e nesses casos a questão de gênero não fez nenhuma diferença.

É claro que seria uma grande conquista para as brasileiras fazer história com a eleição da Dilma, que espero venha a ser a primeira mulher a assumir a Presidência do Brasil. O caráter simbólico dessa conquista é poderoso, e espero contribuir para que ela aconteça.

No dia 1º. de janeiro de 2011 o Sr. deixará a presidência, depois de oito anos no poder. Como gostaria de ser lembrado?

Presidente: Sinceramente, ainda não parei para pensar nisso, mas um dia desses brinquei em uma entrevista, dizendo que vai ser estranho acordar no dia 2 de janeiro sem ter algum assessor para cobrar ou repreender. O que posso dizer é que tenho feito o máximo que posso para realizar um bom Governo e corresponder à expectativa dos brasileiros, principalmente dos mais humildes, e que continuarei mantendo esse foco no comando do País até o dia 31 de dezembro de 2010. Depois, volto para minha casa em São Bernardo do Campo, com a satisfação do dever cumprido e o orgulho de poder andar de cabeça erguida.

E com mais tempo para a família e para os amigos, que me apoiaram tanto ao longo de décadas de militância sindical e política, principalmente a partir da posse na Presidência em 2003. Quanto à forma como serei lembrado, cabe à História e aos brasileiros o julgamento.

Hoje, só posso dizer que deixarei o Palácio do Planalto com a certeza de que fiz o melhor que pude. E que meu maior orgulho será voltar para São Bernardo do Campo e continuar a ser chamado de companheiro pelos meus companheiros.

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